VIVER.,,
voar sem saber usar as asas,
nadar sem barbatanas,
se defender com armas produzidas pelo medo,
passar a perna no tempo
e sentir.
VIVER.,,
beber água gelada em dia quente
saborear o doce do que ainda não foi tocado pelos fetiches (e do que já foi)
saboregozar uma mulher perfumada
namorar na rede e
gozar numa orgia gastronomica.
VIVER.,,
arrumar a casa e ouvir música
saber ser mais facil arrumar a casa do que a vida
saber que é melhor chorar
do que prender magoa
e chorar
VIVER.,,
porque hoje é segunda
porque sempre há uma segunda chance
porque existem os amigos e os encontros
porque o vinho embriaga
e viver é um dom.
O que há pra hoje?
POESIA COLABORATIVA
Suor. Espaço de exercício poético e livre escrita...
Páginas
segunda-feira, 14 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
REEDITANDO AUTORIDADES
Aqui os poemas não são tributados.
basta passar e arejar pensamentos
Com a antropologia e a "cibernética" de Gil se faz poesia colaborativa...
e fica um segundo suspenso das concepções de propriedade, autoridades e autoralidades...
mesmo depois de completada a edição.
sábado, 26 de fevereiro de 2011
Reflexão matinal de inverno
Revirava-se na cama a noite
insônia leve, crônica, adquirida.
O corpo recusava-se a descansar sem antes assumir a responsabilidade da idéia,
sem antes se apropriar da idéia que lhe ocorrera num lampejo de lucidez,
sem digerir a idéia (aguda farpa) que lhe tomara todo o pensamento:
Adiante, já com propriedade, cerrou os olhos e adormeceu serenamente.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Apertado na própria pele - volume 02
se Tom Zé estiver errado
e a arte de compor não for livre
se existir certo e errado
e se ao acaso:
for certo impor limite
e for absolutamente certo ser certo...
...
ai, meu bezinho.
pego meu absoluto: meus poemas, minhas rasuras, meus lembretes, bits, instrumentos e bilhetes,
volto a ser bicho selvagem no mundo
e parto
parto porque, sinceramente confesso... esta moral não me cabe.
e não caibo mais em mim...
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Apertado na própria pele
se Manuel de Barros estiver errado
e a poesia não for livre
se existir certo e errado
e for certo impor limite
...
ai, meu bem
pego meus papeis
volto a ser bicho
e parto
porque esta moral não me cabe.
E não caibo mais em mim...
das Velas e suas Convulsões
O que há de iluminar, tímida chama?
caminhos dispersos?
Pés descalços?
Cegas almas?
O fogo não se compraz,
arde em chamas,
consome cada centímetro de parafina,
ilumina a penumbra
e trai a escuridão da noite.
Há um palco de luz e sombra,
jogo e ilusão,
sempre.
Há jogo na vela?
Há chama no fogo?
Fantasias e desejos despojados
livres da mortal inquisição.
Fogo ardedor,
que faz da chama a claridade,
e convulsa da claridade da perseguição.
Vela
Há fogo na vela?
A chama do fogo!
DEVAGAR - OBRAS: Composição
Súplicas à Izis e Osíres.
PISO ESCORREGADIO
Se tropeçar não quebre nada.
Se quebrar observe os estragos.
E ao perceber a dimensão de tudo.
Conclua que é preciso pagar todo prejuízo.
A posse e o uso do dinheiro.
Gostava mais quando não via, quando achava que era diferente.
Ingênua posologia.
Sumos Científicos e Literários
Exílio.
Deixar escapar, enrolado e dengoso, cuidando-se insandecidamente na sede sociológica...
Casas avarandadas...
Casas grandes, senzalas.
Qualidades literárias, de fantasia.
Freyre
Uma galhorfa de moleque.
Não é possível rigor com sedução e poesia?
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Big Brother Brasil
Aqui ou você é pato,
ou se não é pato se esconde!
"Eu assisto muita ficção científica.
Por isso não duvido de mais nada."
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Estômago
Eu me degusto toda...
Me gosto.
Meu gosto é do gosto do gozo, do jorro, do fluido.
Minhas águas minhas.
Transbordamento de vexames...
Derramamentos imorais.
Degusto-me toda e antropafigicamente em suicídio, numa radical desmedida.
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