O que há pra hoje?

POESIA COLABORATIVA
Suor. Espaço de exercício poético e livre escrita...

domingo, 30 de setembro de 2012

Haikai

três pontos e dois fins

lei do verso e reverso

Verso
Re-verso
Ré-verso

A poieisis do polimento
da repetição, da testagem,
das idas e vindas...

Deixar o poema dormir.
Acordar atordoado e se por diante do poema , em estado de jogo, poesia e estupor.
Repetir, repetir, até torna-se outro.

E jogar o poema fora

Dar a volta toda... completa... perspectivar...
Olhar de ângulos diversos o poema.

Criar.

Verso e reverso dos dias,
para dar inspiração à vida...
e sumir do e no caos.
Lei fundamental de quem escolheu fazer da vida uma busca estética...
lei de quem tem o poema como o modo de ser com e de estar no mundo

Verso, reverso e anverso.


Ré-verso


Re-verso

Verso


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

No Teatro

No teatro
Esperando o tempo do tempo passar

Um Duchamp no jardim da casa
Musica eletrônica soada pelos pássaros nas árvores
Corre-corre, pega-pega, agarra-agarra nas ruas de Salvador
Corrida destrambelhada de perambulação

No teatro
Esperando o oco do tempo

Um Salomão ecoa no peito
Musicalidade da placa "não jogue bitucas de cigarro!"
Corre-corre, pega-pega, agarra-agarra nas ruas de Salvador
Corrida sem sentido, corrida vã!

No teatro
Só o gozo interessa!


quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Poema de Peso





um elefante torto e desajeitado
esbarra em tudo e tudo amassa













bobo e bruto
coração de algodão e patas de chumbo




um elefante mouco ou alienado
ignora ao descaso tudo e de tudo acha graça




bobo e bruto
coração de algodão e patas de chumbo




um elefante branco se ergueu no meio da cidade
Cal, cimento e pedra é tudo e contudo inútil e de nada

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

ora essa


A favela é objeto
O homem é objeto
A mãe com tripla jornada de trabalho é objeto
O fungo da casca da laranja é objeto
É também objeto a chuva que não cai
O numero de gotas de chuva que deveria ter caído
É objeto o corpo, a dobra da saia a madeira barata
A transposição do rio
É objeto o imaginário, a saudade e as construções de sentido

 (...)

Magnânimo
Coleciona de memória duas ou três dúzias de citações
E como um beré
infla seu ego catedrático
Marca pontos nos órgãos de financiamento
E brinda com as fatias de dinheiro publico
(...)
E ainda por cima deprecia meu pensar manuelês.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Quem?

A: Quem quer que seja.
Por onde quer que vá
Por onde se veja
Por onde quer que se esteja
Por tudo quanto se almejar
Vicejar,
Reluzir,
Ser gente.

B: Hein?

A: Não tem hein? Hein nhenhem!

B: Sim. Mas ser gente? Ser quem?

A: Quem quer que seja.
Por onde quer que se vá
Por onde se veja
Por onde quer que se esteja
Por tudo quanto se amejar
Vicejar,
Reluzir,
Ser gente.
Só.
Ponto.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

... veja os raios vai pelas entrelinhas moça vá pelas entrelinhas ... é que meus país são artistas interrompidos a sorte é que eles já se deram conta disso

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Será que caibo?

Crio.
Me lanço no difícil.
Me atiro no complexo.
Me arremesso no caos.

Será que caibo nesse poema?


Crio.
Me arremesso no vazio.
Me atiro de um prédio.
Me lanço no vão.

Será que caibo nesse poema?