O que há pra hoje?

POESIA COLABORATIVA
Suor. Espaço de exercício poético e livre escrita...

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

BANQUETE 01 - DIÁLOGO COM O MUNDO

Se existisse um fundo, quais seriam então as frentes que teria o mundo?
Se existir um fundo, qual é a frente que tem o mundo?
Se existiu um fundo, qual foi a frente que te gargalhou, mundo?


- Tem coisas que se eu leio muito a coisa fica engraçada!

NA CONTRA-MÃO

Não posso ter cinzeiros em casa
Se sou cinza derrramo-me ao chão
Só posso ser eu mesmo em casa,
Quando recolho os cacos de vidro de depois da lição.

Dos crimes gramaticais

Ah! Será que dá pra perdoar um existir sem “H”?
- Põe entre aspas!

SAMBA DO BOM GOSTO

Ai meu Deus!
Ai meu Deus!
Ai meu Deus!
Esse bom gosto ainda me mata!
Ai meu Deus!
Ai meu Deus!
Ai meu Deus!
Bom gosto sem polícia, sem milícia, sem patrão

Que delícia, que delícia!
Comeria como chocolate
Que delícia, Que delícia!


Só não quero que ele me mate!

O canto deles

Acorda, poeta! A cor do poeta.
O acordo poeta.
O cordial poeta.
Meu amigo é louco.
Eu sei, mas eu deixo.
EU canto.
O canto azul lunar dos smurfs.

Correndo para jogar

TEMOS A PARTIR DE AGORA
41 MINUTOS DE JOGO
O TEMPO É CURTO.
NÃO DEU TEMPO DE FAZER O QUE DEVIA TER SIDO FEITO?

QUERO COMER O CU DO MUNDO

QUERO COMER O CU DO MUNDO
E VER LÁ NO FUNDO O QUE É QUE VAI DAR.
QUERO ATROPELAR A DANÇA,
INVENTAR (outras) NOVAS BALANÇAS
PRA PODER PESAR

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que eu mesmo montei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá o deleite é o método
Lá a existência é uma aventura
De modo tão eloqüente
Que tudo é um convite a criação
das paredes brotam versos
os sofás compõem músicas
e tenho inspiração como em nenhum outro lugar jamais tive

E como farei experimentações
Gozarei como poeta
Brincarei de ser cantor
Dançarei com os móveis
Tomarei banhos de cachoeira!
E quando estiver cansado
sentarei ao pé da escada
E o próprio rei me contara histórias
de meninos do mato
de artistas viajantes
de domadores de impossibilidade
de acrobatas do infinito
de malabaristas do cotidiano
E eu regozijarei todo de tanto despudor e vida viva
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra dimensão.
Os cozinheiros são músicos e alquimistas
Tem instrumentos os mais variados,
do sopro a percussão.
Tem escada poesia
pra gente escalar.
Tem as mais belas bailarinas e atrizes
com que se possa flertar.

E quando a tristeza sem jeito
a dor no peito e os problemas
ensaiarem me devorar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que eu mesmo montei
Vou-me embora pra Pasárgada.


( livre recreação com o poema de Manuel Bandeira )

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

da descomunicação e dos panos quentes


poxa,
não brinca assim de mentir pra mim
de fazer cena
de inventar saídas.

Faz isso não,
não sabe que sou moço de teatro?
que sou versado nas artes de interpretar?

pra mentir pra mim, seu bobo
tem de interpretar melhor este papel.
interpretar com mais verdade

fica tão bobo
tentar me dizer uma desverdade
que nem você acredita.

se quer brincar de teatro
não subestime o espectador

fazer o que?
mal começo o ano e já fui arrastada pro palco!

bem vindo dois mil e doze
dois mil e dose
dois mil e doce

embora as permanências sejam muito sedutoras
ando flertado com a partida
e por que não?
e se eu for?