O que há pra hoje?

POESIA COLABORATIVA
Suor. Espaço de exercício poético e livre escrita...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Salomões 3 - Play List Live Saillormoon - ou Violada Salomônica

JOGO PERFORMATIVO: Play List Live Saillormoon - ou Violada Salomônica

Um homem, um violão descansando, três bancos. Na frente de cada banco repousa uma placa: "Teu Nome Mais Secreto"; "Minha Alegria"; "Mal Secreto". Na parede figura a placa: "Pague quanto quiser e faça seu pedido". A platéia pede. Um homem toca seu violão e volta a aguardar novo pedido.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Salomões 2 - "Olho de Lince - ou Mumificação"

JOGO PERFORMATIVO: Olho de Lince - ou Mumificação

Um homem com fones de ouvido. Um homem com olhos de lince, touca de banho e gravata pede ajuda para alguém da platéia e faz acordos segredados. Um homem vai ao computador e aciona a faixa "Olho de Lince" - gravação do álbum "Real Grandeza" de Jards Macalé, enquanto o voluntário o mumifica com uma fita crepe. Um homem com olhos de lince, touca de banho e gravata e fones no ouvido e passa a recitar Olho de Lince.


Solomões 1 - "Amante da Algazarra ou Ganhando a Vida"

JOGO PERFORMATIVO: "Amante da Algazarra - ou Ganhando a Vida"

Um aviso ao público:
"Toque a sirene uma vez: Pedinte Açougueiro com câimbra nos braços;
Toque a sirene duas vezes: Não tenha Ódio no verão"

 Pedinte Açougueiro com câimbra nos braços

Um homem de cueca preta abre uma caixa preta e apanha uma touca preta. Veste. Ainda dentro da caixa, pega um punhado de moedas num pote. Um homem agita um punhado de moedas num recipiente. Mendiga:

- Kant, Schiller, Duflo, Huizinga, Caillois, Ryngaert, Bulhões, Soares, Teles, Spolin, Boal, Reverbel,

- Give me the book
Give me Lábia
Give me Tarifa de Embarque
Give me Qual é o Parangolé
Give me Me Segura que Eu vou dar um troço
Give me Mel do Melhor
Give me Pescados Vivos (póstumo)
Give me Gigolô de Bibelôs
Give me Armarinho de Miudezas
Give me Babilaques
Give me Algaravias

Não Tenha Ódio no verão

Um homem retira a touca e a guarda na caixa. Deixa os cabelos livres. apanha isqueiro, cigarro e óculos escuros. Um homem aciona, num notebook a música "Não tenha Ódio no Verão" do álbum "Lixo Lógico" (2012) de Tom Zé. Um homem dança. Deita-se. Acende o cigarro. Relaxa.



-

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Onomatopéias nossas de todos os dias

Um na rua.
Atarantado atentando ouvir todos os sons, histórias, ruídos e fonemas que conseguir.

Fom! Fom!
Bi-Bip!
Pocotó, pocotó!
Piu! Piu!
Parakatizum!
Miau!
Au!
Smack!
Iequetinguelê!
Bibip!
Splash!
Parassapenteu escuta cá!
Boom!
Pow!
Bem te vi!

Onomatopéias para serem comidas.

Em casa. "- Aff!". Alívio.

Finalmente o silêncio.

(Errata: breve silêncio)

Trim.
Pausa.
Trimm. Trimmm.
Toca o telefone.

Bip.
SMS.
"Fiz um cachorro quente hoje!
Quer comer?"


Bip.
SMS.
"Já viram o por-do-sol?
Lindo como nunca! Nossa, Jequié!"


Hahahahahahahaha.
Heuaheuaheuaheua.
Kkkkkkkkkkkk.

Zzzzzz

Trimmmmmmmmmmmmmm.
Desperta o ouvinte do sono,
o despertador.
Outro dia começa!

Carpe Diem.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Carandiru

Carandiru, 1972
Waly Dias Salomão
Preso por porte de maconha.

Prisão
templo de libertação

e tuas selas lotadas, sujas, imundas...
e o cheiro de crime, de sangue ou de morte...
e teus inocentes, tuas paredes frias de grutas ignotas...

A poesia libertou o homem da prisão
O lançou solto no espaço, noutro espaço, noutra dimensão...
no mar bravio e caótico da estética...
o Marujeiro da Lua.

Com seus sujos olhos vermelhos
o poeta fica parado, fica calado, fica quieto.
corre chora conversa
e com todo restante versa.

Outra vez preso,
agora ao próprio fardo de ser poeta,
o poeta foge de sua sombra e começa a peregrinação do devir e dos desvios.

Sailormoon:
Marujeiro mor capitão da Stultifera Navis tropicalista

Por dentro

Sentir a pele por dentro
e músculos e ossos,
e alma.

Ouvir o corpo todo por dentro e profundo.

Movimento.

Corpo é movimento
Corpo é jogo.

domingo, 30 de setembro de 2012

Haikai

três pontos e dois fins

lei do verso e reverso

Verso
Re-verso
Ré-verso

A poieisis do polimento
da repetição, da testagem,
das idas e vindas...

Deixar o poema dormir.
Acordar atordoado e se por diante do poema , em estado de jogo, poesia e estupor.
Repetir, repetir, até torna-se outro.

E jogar o poema fora

Dar a volta toda... completa... perspectivar...
Olhar de ângulos diversos o poema.

Criar.

Verso e reverso dos dias,
para dar inspiração à vida...
e sumir do e no caos.
Lei fundamental de quem escolheu fazer da vida uma busca estética...
lei de quem tem o poema como o modo de ser com e de estar no mundo

Verso, reverso e anverso.


Ré-verso


Re-verso

Verso


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

No Teatro

No teatro
Esperando o tempo do tempo passar

Um Duchamp no jardim da casa
Musica eletrônica soada pelos pássaros nas árvores
Corre-corre, pega-pega, agarra-agarra nas ruas de Salvador
Corrida destrambelhada de perambulação

No teatro
Esperando o oco do tempo

Um Salomão ecoa no peito
Musicalidade da placa "não jogue bitucas de cigarro!"
Corre-corre, pega-pega, agarra-agarra nas ruas de Salvador
Corrida sem sentido, corrida vã!

No teatro
Só o gozo interessa!