O que há pra hoje?
POESIA COLABORATIVA
Suor. Espaço de exercício poético e livre escrita...
Páginas
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Vejo deus é nas coisas, nas plantas, nos bichos, na vida, um deus embriagado que reboja e dança feito louco... evoé!
- Não vá.
- Quem não morre não vê Deus.
-Não vá!
- E o que ganho ficando?
- (pausa, silêncio e olho no olho) Não vê?
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Sobre os Limites da Performance
"Pedimos ao Governo e à Justiça Federal para não decretar a ordem de despejo/expulsão, mas decretar nossa morte coletiva e enterrar nós todos aqui. Pedimos, de uma vez por todas, para decretar nossa extinção/dizimação total, além de enviar vários tratores para cavar um grande buraco para jogar e enterrar nossos corpos. Este é o nosso pedido aos juízes federais."
Brasil, 08 de outubro de 2012. Pedido/manifesto dos índios guarani-kaiowá, diante do despacho da Justiça Federal de Navirai - MS
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Já é
Esse tal 2012
E suas finitudes
E suas conclusões
E seu passar a limpo.
Esse tal 2012
De 10 mil acessos
e um beijo na boca
Sorte ser água
E não ser coluna
Parei de declarar fins
Tudo agora é caminhada
Um passo depois do outro.
Se já for, deu!
Comemorando 10 mil acessos e pensando a morte
Definitivamente não sou um mero declarador de rituais de passagem, de mortes ou de fins.
Mas e se for minha hora?
Foi.
Passou.
Já deu.
Chega!
Basta!
Porra!
Se já for, deu!
E que morrer...
"como derradeiro ato meu..."*
seja prenhe de leveza
que não seja de morte matada
que possa ser de morte morrida
na serenidade do além
do além então
nas brumas das eternidades
se me der na veneta eu vou
se me der na veneta eu mato
se me der na veneta eu morro
e volto pra curtir**
De padrão dórico, jônico ou coríntio,
... Parto silenciosamente.
Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego.
De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar.
Pra mim, chega!...****
Definitivamente não sou um mero declarador de rituais de passagem, de mortes ou de fins.
Mas e se for minha hora?
Foi.
Passou.
Já deu.
Chega!
Basta!
Porra!
Se já for, deu!
E que morrer...
"como derradeiro ato meu..."*
seja prenhe de leveza
que não seja de morte matada
que possa ser de morte morrida
na serenidade do além
do além então
nas brumas das eternidades
se me der na veneta eu vou
se me der na veneta eu mato
se me der na veneta eu morro
e volto pra curtir**
De padrão dórico, jônico ou coríntio,
a coluna grega não resistiu
às pancadas romanas,
às investidas cristãs,
ao passar do tempo.
Nem toda coluna resiste.***
Tenho saudade, como os cariocas, do dia em que sentia e achava que era dia de cego.
De modo que fico sossegado por aqui mesmo, enquanto durar.
Pra mim, chega!...****
* Gil
** Saillormoon
*** Amorim
**** Torquato
Quero é viver o agora - que já passou,
já é outro agora.
& outro & outro
& outra hora.
Até acabar.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Sobre interpretações e fracassos
Haikay uesbistico Xaviês
Ou a burocracia foi mal interpretada,
Ou Max Weber foi um idiota babão!
Ou a burocracia foi mal interpretada,
Ou Max Weber foi um idiota babão!
sábado, 13 de outubro de 2012
Sobre cinzas e sonhos
Haikai Marquês
Ensinou-me o mestre:
Não transformarei meus sonhos em cinzas...
Uso minhas cinzas para alcançar versos e sonhos...
Ensinou-me o mestre:
Não transformarei meus sonhos em cinzas...
Uso minhas cinzas para alcançar versos e sonhos...
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Apontamentos para os Jogos Performativos
Nada é ultrapassado
Evoé às ultrapassagens...
"Só a antropofagia nos une"*
Dispositivos, princípios, disparadores. Procedimentos, procedimentos, procedimentos:
- Imagens na sala de ensaio, tecidos, objetos
- Contágio
- Estudo performativo
- Arquitetura em casa
- Imagens cegas
JOGOS PERFORMATIVOS
Aprender, Criar e Performar
Derrisão.
Derrubar tudo.
Construir ruínas de babel.
O ator como função, como atuador, sem amarras,
Poesia não tem hora, nem lugar, nem polidez para acontecer.
Exterior - Waly Salomão
"Por que a poesia tem que se confinar
às paredes de dentro da vulva do poema?
Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
da greta
da gruta
e se espraiar em pleno grude
além da grade
do sol nascido quadrado?
Por que a poesia tem que se sustentar
de pé, cartesiana milícia enfileirada,
obediente filha da pauta?"**
* Oswald de Andrade
**Waly Salomão
Evoé às ultrapassagens...
"Só a antropofagia nos une"*
Dispositivos, princípios, disparadores. Procedimentos, procedimentos, procedimentos:
- Imagens na sala de ensaio, tecidos, objetos
- Contágio
- Estudo performativo
- Arquitetura em casa
- Imagens cegas
JOGOS PERFORMATIVOS
Aprender, Criar e Performar
Derrisão.
Derrubar tudo.
Construir ruínas de babel.
O ator como função, como atuador, sem amarras,
Poesia não tem hora, nem lugar, nem polidez para acontecer.
Exterior - Waly Salomão
"Por que a poesia tem que se confinar
às paredes de dentro da vulva do poema?
Por que proibir à poesia
estourar os limites do grelo
da greta
da gruta
e se espraiar em pleno grude
além da grade
do sol nascido quadrado?
Por que a poesia tem que se sustentar
de pé, cartesiana milícia enfileirada,
obediente filha da pauta?"**
* Oswald de Andrade
**Waly Salomão
domingo, 7 de outubro de 2012
Perambulação 01 - nas terras de Maria Degolada
Boardline, 07 de outubro de 2012
No entre, na fenda, na brecha.
Onde fulguram caminhos das águas.
Eu, uma BABALORIXÁ de Oxossi com Oxum deito cabeça na morada do
sossego.
Porto Alegre.
Que cidade é essa?
Chega! Não serei eu a dedicar tempo pra poesia micha,
medíocre, incréu de roteiro de viagem.
- Mas não resisto!
Céu de chumbo.
Banho de chuva.
As águas que não lavam o sertão, molham os pampas.
Sina a contradição.
Em Porto Alegre, cinza, a algazarra é comedida, polida,
cheia de boas maneiras.
Sina a contradição.
Vento frio, que ulula sorrateiro na pele da gente..
Vento frio, que ulula sorrateiro na pele da gente..
Ivan Bender, Caio Fernando Abreu, Érico Veríssimo, Mário Quintana.
Elis Calcanhoto Gonçalves de Kleidir...
Vento frio, que ulula sorrateiro na pele da gente.
Crimes da rua do arvoredo.
Homem que mqtqvq gente pra fazer linguiça.
Maria Degolada.
Prostituta que virou santa.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
O mistério do Guaíba, o parque da redenção.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
Povo educado, culto, comunicativo.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
Custo de vida baixo, pouca gente miserável nas ruas.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
Basta de bons costumes de sorriso no rosto.
Cidade cinza.
Gaúcho é povo matreiro,
experimentado nas guerras de martelo, foice, facão
arma de todo tipo, bala de canhão, espada.
faca amolada
Queda do totem! O povo aflito derruba e degola o totem.
- Derrubaram o mascote da copa que a Coca colocou na praça!
- Privatização do espaço público. - dizem uns
- Quando uma empresa faz alguma coisa pela cidade o povo ainda reclama.
O povo se coloca, fala mesmo.
Povo branco, tez translúcida, herança do europeu.
Fala fina.
Pei! Pei! Bum! Kabrum!
Vixe.
Tiroteio em praça pública.
E nã era um tiroteio de metáforas. Tiro mesmo. Pei! De matar gente.
Gente correndo, chorando, tensa.
Comércio fechando portas.
- Vocês que são jovens, meus filhos, vejam no que nossa pseudo democracia se tornou: Medo! Tristeza.
Camelôs postos na rua por não recolher impostos.
Tensão.
Tiroteio.
Tiroteio em praça pública.
Gente correndo, chorando, tensa.
Comércio fechando portas.
- Ba, tchê! Quando eles roubam, prendem, quando eles trabalham atrapalham. Deixa os camelô trabalhar, pelo mesmo não tão roubando. - diz uma senhora passante.
- Capaz! Eu desde não sei quantos anos tenho essa minha lojinha e se tem uma coisa que eu faço é deixar meus encargos e impostos em dia. - replica uma comerciante da reunião.
O povo se coloca, fala mesmo.
Bombacha!
Booommm!
Que pensar de um povo que vive com arma branca pendurado ao cinturão de couro?
Moer a cana...
Tirar a gema...
The end.
Dia 12 de outubro.
Vôo TAM 3600 - 17:27
Evoé, POA!
Homem que mqtqvq gente pra fazer linguiça.
Maria Degolada.
Prostituta que virou santa.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
O mistério do Guaíba, o parque da redenção.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
Povo educado, culto, comunicativo.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
Custo de vida baixo, pouca gente miserável nas ruas.
Bons modos, polidez e boas maneiras...
Basta de bons costumes de sorriso no rosto.
Cidade cinza.
Gaúcho é povo matreiro,
experimentado nas guerras de martelo, foice, facão
arma de todo tipo, bala de canhão, espada.
faca amolada
Queda do totem! O povo aflito derruba e degola o totem.
- Derrubaram o mascote da copa que a Coca colocou na praça!
- Privatização do espaço público. - dizem uns
- Quando uma empresa faz alguma coisa pela cidade o povo ainda reclama.
O povo se coloca, fala mesmo.
Povo branco, tez translúcida, herança do europeu.
Fala fina.
Pei! Pei! Bum! Kabrum!
Vixe.
Tiroteio em praça pública.
E nã era um tiroteio de metáforas. Tiro mesmo. Pei! De matar gente.
Gente correndo, chorando, tensa.
Comércio fechando portas.
- Vocês que são jovens, meus filhos, vejam no que nossa pseudo democracia se tornou: Medo! Tristeza.
Camelôs postos na rua por não recolher impostos.
Tensão.
Tiroteio.
Tiroteio em praça pública.
Gente correndo, chorando, tensa.
Comércio fechando portas.
- Ba, tchê! Quando eles roubam, prendem, quando eles trabalham atrapalham. Deixa os camelô trabalhar, pelo mesmo não tão roubando. - diz uma senhora passante.
- Capaz! Eu desde não sei quantos anos tenho essa minha lojinha e se tem uma coisa que eu faço é deixar meus encargos e impostos em dia. - replica uma comerciante da reunião.
O povo se coloca, fala mesmo.
Bombacha!
Booommm!
Que pensar de um povo que vive com arma branca pendurado ao cinturão de couro?
Moer a cana...
Tirar a gema...
The end.
Dia 12 de outubro.
Vôo TAM 3600 - 17:27
Evoé, POA!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Walydiando Maurices
Matemática
Física
Geometria
Régua
Ponteiro
Fração
Mecânica
Saindo de mim
Saindo de mim
Deixei de ser geômetra para ser amante
Abri janela escancarei porta
Fiz-me pedra,
bicho,
planta,
humano
nada me sendo estranho
fiz deleite da
ação que exerce sobre mim o outro
fulano, sicrano, beltrano
uma pessoa que cruza meu caminho
e me obriga a reparar em sua presença
é fósforo que acende o fogo
(jogo e aproximação com a poesia "Olho de Lince" - Waly Salomão e a obra "Memória Coletiva" - Maurice Halbwachs)
(jogo e aproximação com a poesia "Olho de Lince" - Waly Salomão e a obra "Memória Coletiva" - Maurice Halbwachs)
Dialogo com Maurice*
Eco
O desencontro do meu desejo e a duração do tempo
É a uniformidade que nos pesa,
Considerar a vida e seus acontecimentos sob o aspecto da medida.
Disciplina coletiva, representação coletiva, encadeamento mecânico
Adição, subtração,multiplicação de continuidades
A multiplicidade do tempo só cabe na poesia
Se até os fenômenos astronômicos e físicos são sobrepostos
ao julgo social,
Quem dirá eu!
Ser avaro com o tempo
E não perdê-lo
Tem medida o tempo
perdido?
E quem dirá que o mundo gira
Se a sanidade repousa
na estabilidade?
“o tempo não se escoa, ele dura”
"o tempo é aquilo que deve ser"
"o tempo é aquilo que deve ser"
* livre interpretação, jogo e colagem com as ideias enunciadas por Maurice Halbwachs sobre o tempo.
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