O que há pra hoje?
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sábado, 9 de abril de 2011
Conversa de meninos
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Conto-vos que ontem... - (SOBRE JOGO ESCOLHAS DE FINAIS)
ou faltou disposição
eu que sou esperta
fiz dela uma muda
que há de florescer
e florir meu verão
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Fragmento de uma dor-de-cotovelo bem resolvida
Foi lindo te ver diante de mim. Aquela vastidão toda, iluminado, grande. E eu vi um sol em você, e um céu sem limite reto de horizonte. E pensei comigo mesma: vou voar! Impulsiva que sou, alcei-me. Mas olha o meu espanto: eu não subi, eu caí, caí. Só que não caí por muito tempo porque você é raso, Zé. Você não é um céu, é uma poça. Uma pocinha de nada. De nada mesmo. Me machuquei e agora ando com o ridículo de uma ferida aberta na testa, pra todo mundo ver. Mas, admito Zé, há uma coisa que me consola: tanto você, quanto a minha ferida, tendem a secar.
Amortização
Ah não, pára. Nem tudo o que não me mata me fortalece. Há coisas que só matam um pouquinho de cada vez e vai tirando esse brilho da pele. É assim que a gente vai morrendo. Mas não é contra essa mortezinha besta que me acomete de batata em batata que eu luto. Eu luto é contra o cadáver que vou me tornando. Ele fede.
Das identidades
Ela me cantou uma frase que falava de correntes e de mundos, e eu disse: Que linda! E ela: é Marx. Eu sou marxista. Ahh, respondi, "eu não sou nada. Não posso querer ser nada, à parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo." E ela estupefacta. É Pessoa, eu disse, é que eu sou pessoa. Mesmo.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Saudade pôs um samba em teu lugar
domingo, 3 de abril de 2011
Mais uma transa frouxa?
Comércio poético
sábado, 2 de abril de 2011
SOBRE CONSULTAR ORÁCULOS
(Desesperado, no meio da noite, Eu procura bálsamo para suas inquietações. Liga o computador para acessar o templo.)
Eu: Qual é a cor da minha camisa?
Google: O sobrenatural existe. Ele está à nossa volta!
Eu: E eu posso acessá-lo?
Google: Não. Meu perfil existe mas nem eu posso acessá-lo. Sou intangígel, inatingível, imaculado.
Eu: E como acreditar?
Google: Acreditar? Ora, Como acredita-se na justiça.
Eu: (desafiante) Bem, então eu prefiro dividir felicidade, dizer que não valeu a pena acreditar na Justiça, nem fazer consultas à oráculos.